Maio amarelo


Por Yuri Schein 

No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas – mas quem enxerga Deus primeiro?

Vivemos em um país onde campanhas como o Maio Amarelo tentam, ano após ano, reduzir a carnificina das estradas. Em 2025, mais de 6 mil pessoas morreram nas rodovias federais brasileiras. Agora, em 2026, o governo lança mais uma campanha com o lema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.  


Mas aqui está a questão: como enxergar o outro, se o homem moderno já não enxerga o Criador? A raiz da violência no trânsito não é apenas a pressa, o celular ao volante ou a embriaguez. É a cegueira espiritual de uma sociedade que rejeitou a lei de Deus. O motorista que ignora o pedestre é o mesmo que ignora o mandamento “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.  


O problema não é estatístico, é moral

- 72.483 sinistros em rodovias federais em 2025 não são apenas números, são vidas ceifadas.  

- O Estado responde com campanhas educativas, mas continua promovendo uma cultura de relativismo moral.  

- Sem reconhecer que Deus é a fonte da lei e da ordem, qualquer campanha se torna paliativa, não curativa.  


A idolatria da pressa

O lema “desacelerar” é correto, mas insuficiente. O homem moderno idolatra a pressa, o lucro, a produtividade. Ele transforma o volante em altar e o velocímetro em ídolo. O resultado? Mortes, mutilações e famílias destruídas.  


A verdadeira solução

Não basta enxergar o outro no trânsito. É preciso enxergar Deus primeiro.  

- O motorista que teme ao Senhor não ultrapassa em faixa contínua.  

- O motociclista que reconhece Cristo como Rei não arrisca sua vida por imprudência.  

- O pedestre que confia em Deus não atravessa fora da lei.  


Conclusão

O Maio Amarelo é um lembrete útil, mas limitado. Sem a regeneração do coração humano pela Palavra de Deus, continuaremos a contar mortos nas estradas. O Brasil não precisa apenas de campanhas educativas; precisa de arrependimento nacional.  

Porque só quando o homem enxerga Deus, ele finalmente aprende a enxergar o próximo.


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