John Wesley: O Avivalista que Não Avivava Nem a Esposa

 


Por Yuri Schein 

John Wesley, o grande “avivalista” arminiano, pregava com fervor que a graça podia ser resistida e que todo homem tinha livre-arbítrio para responder a Deus. Belo ideal… para os outros. Na própria casa, o livre-arbítrio da esposa parecia não entrar no cálculo.

Em 1751, aos 47 anos, casou-se com Mary “Molly” Vazeille, viúva rica e de personalidade forte. Não foi paixão: foi estratégia, conveniência e talvez um toque de companhia. Molly, porém, não quis competir com o metodismo de Wesley e, por volta de 1758, deixou o “avivalista” no altar da própria frieza doméstica. Ele, nos diários, comentou com a calma de um pregador distante: “Eu não a abandonei, não a despedi, não a chamarei de volta.”¹

Enquanto inflamava corações em igrejas, seu lar morria de tédio espiritual. Ele ensinava santidade, graça resistível e zelo pela alma alheia, mas parecia que o casamento era matéria opcional na escola de Wesley. O arminianismo funcionava para os fiéis, mas Molly? Que buscasse sua própria salvação.²

Moral da história: é fácil ser avivalista no púlpito e profeta nas ruas. Difícil mesmo é avivar o próprio lar. Wesley nos mostra que alguns milagres só acontecem na igreja, nunca em casa.



¹ Christian Today, “The sad story of Methodist founder John Wesley’s marriage”

² Wikipedia, “John Wesley”

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