Em Gênesis 1, Deus não trava uma batalha contra forças rivais, não depende de matéria eterna e nem pede permissão ao caos para criar. Ele simplesmente fala, e a realidade passa a existir. “Haja luz” não é um convite; é um decreto irresistível. O universo nasce pela Palavra de Deus, demonstrando que toda existência depende continuamente da Sua vontade soberana.
O texto destrói tanto o materialismo moderno quanto as mitologias pagãs antigas. O sol e a lua, adorados por nações inteiras, aparecem quase como detalhes secundários, simples luminárias colocadas por Deus no céu. A criação não possui autonomia, vontade independente ou poder próprio. Cada galáxia, molécula e respiração humana existe porque Deus sustenta todas as coisas a cada instante.
O homem moderno gosta de imaginar um cosmos autônomo, regido por acaso cego e leis independentes de Deus. Mas as próprias “leis da natureza” só possuem regularidade porque refletem a constância do decreto divino. Sem Deus sustentando o universo, não existiria gravidade, lógica, causalidade ou continuidade temporal. O cosmos inteiro é dependente.
Além disso, Gênesis 1 humilha a arrogância humana. O homem não é o centro metafísico da realidade, nem um pequeno deus autônomo criando significado para si mesmo. Ele é criatura. Vive em um mundo que já nasceu interpretado pelo próprio Criador. A criação inteira é um sermão cósmico proclamando: Deus reina absolutamente sobre tudo.
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