Olhos Bons e Olhos Maus



Por Yuri Schein

Jesus disse: “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mateus 6:22–23). Ele não falava de visão física, mas espiritual. Os olhos são as janelas da alma — e a maneira como olhamos o mundo revela o que habita dentro de nós.

Olhos bons enxergam propósito onde outros veem tragédia. Conseguem ver graça na dor, lição na perda e esperança no caos. São olhos treinados pelo Espírito, acostumados a discernir o invisível e a reconhecer Deus mesmo nos becos escuros da existência.

Olhos maus, porém, não enxergam nada além de si mesmos. São contaminados pela inveja, pela amargura, pela comparação. Onde Deus planta bênção, eles veem injustiça. Onde há oportunidade, veem ameaça. Não é o mundo que está em trevas — é a alma que perdeu a luz.

Ter olhos bons é uma escolha diária: olhar com fé quando a lógica grita, olhar com misericórdia quando o orgulho quer julgar, olhar com gratidão quando o coração quer reclamar. É ver o invisível como Moisés viu (Hebreus 11:27) e manter a esperança acesa quando tudo parece desabar.

Peça a Deus olhos bons. Porque o que contamina não é o que entra, mas o que se forma dentro. E se a alma tiver luz, até a dor brilhará com propósito eterno.


 

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