Por Yuri Schein
Reconhecer-se o pior dos pecadores não é humilhação — é ponto de partida. Quem se compara aos outros corre o risco de se enganar; quem se mede pelo padrão de Cristo vê sua miséria e sua necessidade absoluta de graça.
Paulo disse: “Sou o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15:9) e não se vangloriava disso; confessava sua dependência total. Só quem se percebe assim entende o verdadeiro significado da salvação: não é mérito, é misericórdia.
O pior dos pecadores não é o que mais erra — é aquele que se ilude em achar que não precisa de Deus. Reconhecer a própria corrupção é abrir espaço para que a graça opere. É na consciência do pecado que o arrependimento floresce, e na consciência da misericórdia que o louvor se torna genuíno.
Não há vergonha em ser o pior — há perigo em não saber que se é. Só os humildes conhecem o poder de Deus para transformar vidas desesperadas.

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