Yuri Schein
O temor dos homens é a religião dos covardes. É o culto mais frequentado do século: e o altar é o “like”. A geração que diz “Deus é amor” não teme ofendê-Lo, mas morre de medo de ser bloqueada. O profeta que teme o olhar humano vira um diplomata do inferno: negocia a verdade para manter aplausos.
Chamam isso de “sabedoria pastoral”, mas é covardia com perfume teológico. Abraão mentiu por medo, Saul obedeceu pela metade por medo, Pedro negou por medo e nós aplaudimos o mesmo pecado com hashtags de “tolerância”. O temor dos homens é a fábrica de hereges elegantes e teólogos domesticados.
Enquanto Jeremias apanhava por falar, os diplomáticos espirituais tomavam café com Nabucodonosor. Hoje, esses mesmos negociadores chamam sua covardia de “diálogo”. Têm mais fé na reputação que em Romanos 9, mais amor pela harmonia social que pela glória de Deus.
Mas a verdade não é uma mercadoria, é uma espada. E quem teme homens jamais será fiel a Deus. Porque o evangelho não pede votos ele exige joelhos.
“Quem quiser salvar a sua reputação, perdê-la-á; mas quem a perder por amor à verdade, esse a conservará.”

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