Por Yuri Schein
O gado aristotélico gosta de repetir que “Deus não existe, Deus é”. Parece profundo, mas é só paganismo com batina. É a velha metafísica do actus purus de Aristóteles, polida por Tomás de Aquino e vendida como cristianismo.
Eles dizem que se Deus “existe”, estaria no mesmo nível ontológico das criaturas. Então criam o “Deus que é o ser”, uma entidade abstrata, sem vontade, sem decretação, sem pensamento, sem voz. Um “motor imóvel” que não cria nem intervém. O ídolo mais sofisticado já produzido pela mente natural.
Mas o Deus das Escrituras não é uma categoria do ser. Ele fala, pensa, decreta, age e julga. O “EU SOU” de Êxodo 3:14 não é uma fórmula ontológica, é uma declaração pessoal: “Eu sou Aquele que envia, que age, que cumpre”. O texto é teológico, não aristotélico.
E a Bíblia destrói toda essa especulação filosófica com uma só sentença: “É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe.” (Hebreus 11:6)
Deus não é uma ideia metafísica. Ele existe pessoalmente, como mente suprema e autor dos decretos. O resto é teologia pagã reciclada.
O cristianismo não nasceu em Atenas, mas no Sinai.
E o Deus que “existe” não é o ser de Aristóteles é o Senhor que fala, ordena e reina.
O Deus da filosofia pagã não é o Deus da Bíblia. O primeiro é uma ideia, o segundo é uma Trindade
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