Por Yuri Schein
Todo filósofo que ousa levantar sua cabeça contra Cristo é, no fundo, apenas um pregador da ignorância. Vestem-se de sábios, mas falam como cegos guiando cegos. A chamada “história da filosofia” nada mais é que a história das tentativas humanas de fugir de Deus e fracassar espetacularmente.
Veja os estóicos: bravateiros de pedra, que achavam que controlar emoções era a chave para a felicidade. Pois bem, morreram como todos os outros, incapazes de enfrentar a ira divina. Veja os epicuristas: “viva o prazer”, gritavam eles — e morreram no vazio de suas próprias sensações, sem sequer compreender que o prazer sem Deus é só mais uma forma de dor. Veja Aristóteles: um idólatra intelectual que nunca conseguiu explicar a ligação entre forma e matéria sem cair em contradições grotescas.
Todos eles — de Parmênides a Sartre — construíram sistemas que, na melhor das hipóteses, são castelos de cartas. Cada “teoria” filosófica que não começa pela Escritura cai no mesmo abismo: não há como justificar lógica, ciência, moral ou sequer a comunicação humana sem a revelação proposicional de Deus. Sem o Logos divino, todo logos humano é ruído.
A ironia é que os próprios filósofos confessam seu fracasso. Sócrates dizia: “sei que nada sei”. Nietzsche delirava que Deus estava morto, mas foi ele quem acabou enlouquecido e morto em desespero. Kant construiu sua “Crítica da Razão Pura” para no fim admitir que não podia provar sequer a existência do mundo exterior. São todos testemunhas involuntárias de que a autonomia da razão é suicídio intelectual.
E ainda aparecem os molinistas, tentando salvar essa bagunça com seu “livre-arbítrio” mágico que nem Deus controla. Querem harmonizar a filosofia pagã com a fé cristã, mas só conseguem criar um Deus impotente que depende das decisões de suas criaturas. Isso não é cristianismo — é a reedição do paganismo em latim. Como Gordon Clark observou, uma filosofia que não parte da revelação bíblica é irracional por definição.
A religião dos filósofos, portanto, é a ignorância. Não importa quanta tinta derramem, não importa quantas cátedras ocupem: sem a Escritura, nada passa de arrogância travestida de sabedoria. A verdadeira filosofia — a única — é a cristã, pois é a única que oferece fundamento absoluto, coerência lógica e resposta definitiva para o homem e para o universo.
É por isso que Paulo, diante dos atenienses, não se curvou à “tradição filosófica” deles. Ele pregou Cristo crucificado e ressuscitado, e chamou todos à fé e ao arrependimento. Porque não se debate eternamente com quem vive de ignorância — se proclama a verdade que esmaga a ignorância.
Assim, enquanto o mundo idolatra Sócrates, Aristóteles, Hegel e Nietzsche, o cristão sabe: todos eles não passam de ecos do vazio. “Destruímos raciocínios e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2Co 10:5). Eis a única tarefa filosófica real.
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