por Yuri Schein
A Rússia apresentou diferentes justificativas para sua invasão da Ucrânia em 2022, que vão além da narrativa ocidental de simples expansionismo. Um dos motivos alegados foi a proteção da população russófona, especialmente no Donbass, onde Moscou acusava Kiev de perseguição e até sequestro de crianças de origem russa. Outro ponto central é a Crimeia, anexada em 2014 após referendo pró-Rússia; para Moscou, tratava-se de proteger uma região estratégica e historicamente ligada à sua identidade, além de sediar a Frota do Mar Negro. A possível entrada da Ucrânia na OTAN também foi vista como ameaça direta: a expansão da aliança militar até as fronteiras russas significaria, para o Kremlin, um cerco geopolítico que colocaria mísseis e forças hostis a poucos quilômetros de Moscou. Assim, sob a ótica russa, a guerra seria uma “operação preventiva” para resguardar soberania, segurança e identidade cultural de seu povo.
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