Por Yuri Schein
Vivemos na era em que jornalistas se autoproclamam profetas do “fato”, mas não passam de sacerdotes de um culto secular. O altar mudou: antes era de pedra, agora é um estúdio; o incenso é o teleprompter, a liturgia é a pauta ditada por interesses políticos e econômicos. O mito do jornalismo neutro é a grande mentira repetida até se tornar dogma.
A chamada “liberdade de imprensa” hoje se converteu em liberdade de manipulação. O que vemos não são repórteres, mas intérpretes autorizados da realidade, moldando percepções para que a massa creia no que deve crer. O problema não é apenas a censura explícita — é a fabricação de consensos. Quando a mídia escolhe qual escândalo amplificar e qual soterrar, não está apenas informando: está legislando sobre a consciência nacional.
A Escritura já previa isso. Paulo fala da operação do erro (2Ts 2.11), em que Deus entrega homens a acreditar em mentiras, justamente porque rejeitaram a verdade. A mídia se torna, então, instrumento providencial dessa operação: não cria a mentira por si, mas a propaga como boca do falso profeta do Apocalipse.
Enquanto a massa se ajoelha diante das manchetes, esquecem-se de que a única Palavra infalível não sai de redações, mas da boca de Deus. O controle da mídia é só mais uma prova de que o homem caído não suporta a luz, mas ama as trevas porque suas obras são más (Jo 3.19).
A questão, portanto, não é se há manipulação midiática. Isso é óbvio. A questão é: quem você vai deixar controlar sua mente? O Cristo que liberta pela verdade, ou o telejornal que aprisiona pela mentira?


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