Por Yuri Schein
Nada como a engenhosidade humana quando aplicada à manipulação. Os vídeos de propaganda mórmons parecem ter saído de um catálogo de influenciadoras digitais: garotas bonitas, sorrisos impecáveis, olhares cúmplices. A mensagem? Venha para a seita, porque, veja bem, se alguém tão atraente aprova, deve ser bom, certo? Errado.
É quase cômico, e triste, perceber que a estratégia é tão rasa quanto estética. Não se trata de apresentar doutrina, Escritura ou verdade; trata-se de provocar desejo, curiosidade e até inveja para arrastar pessoas para compromissos espirituais. É marketing religioso que confunde superficialidade com santidade.
Se você cai nisso, a lição é clara: beleza não valida moral, lógica nem teologia. A fé não é produto de branding. Mas, para quem está atento, a propaganda mórmon é um lembrete útil: discernimento é mais atraente que qualquer sorriso ensaiado.
No fim, é só mais uma tentativa de vender religião como quem vende cosmético e ninguém precisa de maquiagem para ver a verdade.

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