Por Yuri Schein
Esse é um diálogo que tive com uma jovem que foi exortada a não fazer faculdade por seu líder, chamarei ela de Lilian
Lilian:
“Quando eu era de uma certa Igreja, um certo líder me disse que não era bom eu fazer faculdade de História, porque isso abalaria minha fé. Estou no quarto semestre agora.”
Yuri:
“Nada como líderes medíocres para tentar proteger a fé das pessoas... de si mesmas. Veja bem, Lilian, a fé não precisa ser tratada como cristal frágil. A fé verdadeira não se abala diante de livros, debates ou evidências históricas. Ela se sustenta na própria autoridade de Deus e na lógica das Escrituras.”
Lilian:
“Mas, não é perigoso? Estudar coisas seculares pode confundir as pessoas, não?”
Yuri:
“Perigoso é o que acontece quando uma igreja não ensina apologética de verdade. A fé preguiçosa é frágil, dependente de ignorância. A boa apologética forma pessoas que podem argumentar com ateístas, budistas, islâmicos — e até historiadores céticos — sem que a fé seja arranhada. A ignorância protege nada, só cria medo de aprender.”
Lilian:
“Então você acha que é saudável enfrentar essas ideias?”
Yuri:
“Mais do que saudável: é necessário. Quem evita estudar História por medo de perder a fé está confiando em líderes humanos, não em Deus. Estudar, investigar e debater fortalece a fé, porque você percebe que a Escritura não depende de falácias de ignorância ou tradição humana. Deus não precisa que você finja que não existe crítica ou dúvida.”
Lilian:
“E se eu encontrar argumentos difíceis?”
Yuri:
“Exatamente aí está o ponto: a fé robusta cresce com o confronto. Dificuldades intelectuais não derrubam a fé; derrubam a fé preguiçosa, superficial, que nunca foi realmente examinada. É como expor aço ao fogo: os fracos oxidam, os fortes se fortalecem. A boa apologética, a lógica reformada, a leitura crítica e a confiança na soberania de Deus formam escudo para qualquer ataque.” Portanto, Lilian, parabéns por seguir estudando História. Cada aula, cada debate com céticos ou estudiosos, só deixa sua fé mais sólida. As igrejas que temem intelecto criam seguidores fracos; as que encorajam estudo formam guerreiros. E a diferença é clara: fé é confiança em Deus, não medo de livros.”

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