Por Yuri Schein
O discurso sobre chemtrails, as supostas pulverizações químicas secretas feitas por aviões, não pode ser analisado apenas no plano superficial das “teorias da conspiração”. O cristão precisa perguntar: quem é senhor da história? Ou Deus reina soberanamente, decretando cada partícula de ar que respiramos, ou o mundo está à mercê de elites ocultas espalhando venenos sem que Cristo tenha qualquer controle. E essa segunda hipótese não é apenas falsa, mas blasfema. A Escritura é clara: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude” (Sl 24.1). Logo, não existe sequer vapor de avião que escape da mão de Deus.
É evidente que governos mentem, manipulam e experimentam com a população, isso é bíblico, pois os reinos deste mundo são bestas que se levantam contra Cristo (Dn 7; Ap 13). Mas transformar tudo em paranoia de chemtrails é inverter a ordem: em vez de vermos o mal como parte do decreto divino para juízo ou purificação, passamos a imaginar que existem poderes autônomos controlando a atmosfera contra Deus. A cosmovisão conspiratória secular é, portanto, apenas mais uma forma de ateísmo prático.
Se de fato aviões despejam químicos nocivos, não seria sem o decreto do Altíssimo. Assim como a praga sobre o Egito não caiu por acaso, também nenhuma toxina paira no ar sem a ordem do Senhor. O cristão não vive no desespero de “sermos vítimas de elites globais”, mas na confiança de que até mesmo os complôs mais escuros servem ao plano de Cristo de colocar todos os inimigos debaixo de seus pés (Sl 110.1; 1Co 15.25). O mundo não é controlado por reptilianos, Illuminati ou chemtrails, mas pelo Cordeiro que foi morto e reina (Ap 5.6).
Assim, o erro não é investigar abusos de poder, mas absolutizá-los como se fossem senhores da história. A verdadeira conspiração já está revelada: “Por que se amotinam as nações?” (Sl 2.1). Eis a resposta bíblica à paranoia moderna, não há spray que supere o decreto eterno de Deus.
#chemtrails #rastrosquimicos

Comentários
Postar um comentário