A Divindade de Cristo
por
Yuri Schein
Referências
finais: Introdução a Teologia Sistemática [Vincent Cheung] e Institutas da
Religião Cristã [João Calvino]
1. Eis o Homem - Jesus é Deus!
O
Senhor será rei de toda a terra. Naquele dia haverá um só Senhor e o seu nome
será o único nome.
Zacarias
14:9
Neste texto Zacarias fala sobre Jeová Julgando as Nações
Depois o Senhor sairá à guerra contra aquelas nações, como ele faz em dia de batalha. Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale, metade do monte será removido para o norte, a outra metade para o sul.
Zacarias
14:3-4
Zacarias
diz que um só será o Senhor e o seu nome será o único nome. Em Apocalipse,
vemos que Jesus é quem vem novamente a terra e reina sobre ela por mil anos:
E
vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi
as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra
de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal
em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil
anos. Apocalipse 20:4
Quem
pisá o Lagar da irá do Todo Poderoso, segundo Apocalipse é Jesus... e segundo
Isaias:
Quem
é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas; este que é glorioso em
sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça,
poderoso para salvar.
Por
que está vermelha a tua vestidura, e as tuas roupas como as daquele que pisa no
lagar?
Eu
sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha
ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e
manchei toda a minha vestidura. Isaías 63:1-3
E
vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele
chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram
como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome
escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de veste tingida
em sangue; e o nome pelo qual se chama é A Palavra de Deus. E seguiam-no os
exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. E
da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as
regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do
furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E no manto e na sua coxa tem escrito
este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
Apocalipse
19:16
Quem
é o Deus forte?
Porque
um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus
ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz. Isaias 9:6
Está
profecia é muito clara, é sobre Jesus, Isaias disse que Jesus seria
Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Principe da Paz.
Quando
os apóstolos chamam Jesus de Senhor (durante todas as cartas apostólicas), ou
os Apóstolos estão dizendo que Jesus é Deus ou os apóstolos são falsos profetas.
Durante todo o novo testamento os apóstolos chamam Jesus de Senhor, Tomé chama ele de Deus. João também chama ele de Deus...
Como Já dizia C.S Lewis:
"Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: "Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus." Essa é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático - no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la."
(por mais que C.S Lewis tenha errado em muitas de suas outras posições, mas isso não é o assunto da postagem aqui, ele fez uma perspicaz inferência lógica).
Quando
quiseres saber até que ponto uma pessoa tem a revelação bíblica, pergunte quem
é Jesus para ela. Se ela responder com a Simplicidade de uma criança, e a
convicção de uma pessoa madura: Ele é Deus. É porque ela teve a revelação do
Evangelho.
João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro olhar, isto pode não parecer uma afirmação de Jesus em ser Deus. Entretanto, perceba a reação dos judeus a Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Os judeus compreenderam a afirmação de Jesus como uma declaração em ser Deus. Nos versículos seguintes Jesus não corrige os judeus dizendo: “Eu não afirmei ser Deus.” Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). João 8:58 nos dá outro exemplo: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras em uma tentativa de apedrejar Jesus (João 8:59). Por que os judeus iriam querer apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que criam ser uma blasfêmia, ou seja, uma afirmação em ser Deus? João 1:1 diz que “o Verbo era Deus.” João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne.” Isto claramente indica que Jesus é Deus em carne. Atos 20:28 nos diz: “...Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” Quem comprou a igreja com Seu próprio sangue? Jesus Cristo. Atos 20:28 declara que Deus comprou a igreja com Seu próprio sangue. Portanto, Jesus é Deus!
Tomé,
o discípulo, declarou a respeito de Jesus: “Senhor meu, e Deus meu!” (João
20:28). Jesus não o corrige. Tito 2:13 nos encoraja a esperar pela volta de
nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo (veja também II Pedro 1:1). Em Hebreus 1:8,
o Pai declara a respeito de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono
subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.”
Em
Apocalipse, um anjo instruiu o Apóstolo João para que adorasse a Deus
(Apocalipse 19:10). Nas Escrituras, várias vezes Jesus recebe adoração (Mateus
2:11; 14:33; 28:9,17; Lucas 24:52; João 9:38). Ele nunca reprova as pessoas
quando recebe adoração. Se Jesus não é Deus, Ele teria dito às pessoas para não
ser adorado, assim como fez o anjo em Apocalipse. Há muitos outros versículos e
passagens das Escrituras que atestam a favor da divindade de Jesus.
A
razão mais importante para Jesus ser Deus é que se Ele não o fosse, Sua morte
não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I
João 2:2). Somente Deus poderia pagar preço tão infinito. Somente Deus poderia
carregar os pecados do mundo (II Coríntios 5:21), morrer e ressuscitar,
provando Sua vitória sobre o pecado e a morte.
Jesus: Senhor e Deus Salvador
A
Biblia afirma que JESUS é o Deus encarnado. Eis o que diz a Bíblia:
01) Jesus é o próprio Jeová, que se fez homem e habitou entre nós (João 1.1,2, 14).
02) O próprio Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João
10.30, 38)
03)
Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14.9; 2 Co 4.4).
04)
Jesus disse: “Antes que Abraão nascesse, EU SOU” (João 8.58); “Se não crerdes
que EU SOU, morrereis em vossos pecados” (João 8.24). Jesus usou o mesmo nome
usado por Jeová: EU SOU (Êx 3.14). “Eu Sou” transmite idéia de eternidade.
Jesus é Eterno; não foi criado. Os inimigos de Cristo morrerão em seus pecados.
05)
Jesus é Senhor dos vivos e dos mortos (Romanos 14.9).
06) Jesus é o Criador de todas as coisas (João 1.3; Cl
1.15-17).
07) Jesus é o “nosso grande Deus e Salvador” (Tito 2.13; 2
Pe 1.1,11).
08) Jesus deve ser adorado como Deus (Hb 1.6-8).
09)
Devemos adorar somente a Deus (Mt 4.10), mas Jesus recebeu e aceitou adoração
porque se igualava ao Pai (Mt 2.2,11; 8.2; 14.33; 28.9; Jo 9.38).
10)
A Bíblia diz que a Igreja é de Deus (Atos 20.28). Igualando-se a Jeová, Jesus
diz: “Minha Igreja” (Mateus 16.18).
11) A Bíblia diz que Jesus é DEUS-CRISTO e que nEle habita
TODA a divindade (Colossenses 2.2-3, 9).
12) Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”
(João 14.6). O artigo definido “o” identifica, individualiza e indica Jesus
como a única verdade.
13) A Bíblia diz que Jeová é autor da vida (1 Samuel 2.6).
O mesmo título é dado a Jesus (Atos 3.15).
14) A Bíblia diz que somente Deus pode perdoar pecados
(Isaías 1.18; 43.25; Provérbios 28.13; Mateus 6.12; Lucas 5.17ss). Jesus, na
qualidade de Deus feito homem, e conhecendo os corações dos homens, perdoou
muitos pecadores (Lucas 23.43; João 5.14; Mateus 9.2).
15) A Bíblia chama Jesus de Maravilhoso, Conselheiro, Deus
Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Isaías 9.6).
16) Ao ver Jesus ressuscitado, Tomé disse: “Senhor meu e
Deus meu” (João 20.28). Jesus não repreendeu o discípulo por ter sido chamado
de Deus e Senhor. Ele é realmente Deus, Senhor e Salvador.
17) A Bíblia diz que Jesus é “Deus bendito eternamente”
(Romanos 9.5).
18)
A Bíblia diz que Jesus é “o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5.20).
19)
A onipotência é atributo exclusivo da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).
Jesus se declarou onipotente: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim;
aquele que é, que era e que há de vir, o TODO-PODEROSO” (Ap 1.8).
20)
A Bíblia diz que Cristo é o nosso Salvador (Tito 3.4-6). O próprio Jesus
declarou ser Salvador (Mt 18.11; João 3.18).
21) A Bíblia diz que em nenhum outro nome há salvação, somente
em Jesus Cristo. Jeová salva e Jesus salva porque os dois são UM (Atos 4.12).
2.
A Expressão da Realeza – Jesus é Deus
Eu e o Pai somos um. João 10:30
Deus é apenas UM! Que se manifesta em três pessoas:
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo. Mateus 28:19
Ouve, pois, ó Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.
Deuteronômio
6:4
Paulo também afirma em suas Cartas, haver um só Deus:
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho ao seu tempo.
1
Timóteo 2:5
O Apóstolo Paulo também afirma que Jesus Cristo:
1. Existe em forma divina: “Que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”. Fp 2:6
2.
É a Imagem de Deus: “O qual é a Imagem do Deus invisível, o primogênito de toda
a Criação”. Cl 1:15
3. TODAS as coisas foram criadas POR ELE PARA ELE: “
Porque nEle foram Criadas todas as coisas, que há nos céus e na terra, visíveis
e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades. Tudo foi criado por Ele e Para Ele. Cl 1:16
4.
Ele é antes de todas as Coisas: “Ele é antes de todas as coisas...” Cl1:17ª
5. Todas as coisas subsistem por ELE: “ e todas as coisas
subsistem por Ele”. Cl 1:17b.
6. Ele também é o Cabeça da Igreja: “Ele é a Cabeça do
Corpo, da Igreja, é o principio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo
tenha a preeminência. Cl1:18
7.
NELE também habita toda a plenitude da divindade: “Porque foi do Agrado do Pai
que toda Plenitude nEle habitasse” Colossenses 1:19. Porque nEle habita
corporalmente toda a plenitude da divindade; Cl 2:9
8. JESUS (DEUS) COMPROU A IGREJA COM SEU SANGUE: Preste
atenção, Jesus fez paz com seu sangue da sua Cruz: "E que havendo por ele
feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo
todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus."
Cl2:20
Pedro também diz que Jesus comprou-nos com seu sangue:
“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes
resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradições recebestes dos vossos
pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como o de um cordeiro imaculado e
incontaminado,” 1 Pe 1:18-19
Preste
a atenção ao que Paulo diz neste verso: “Olhai, pois por vós, e por todo o
rebanho sobre que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a
igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Atos 20:28 - Deus
resgatou a Igreja com SEU próprio Sangue.
9.
Cabeça de todo o principado e potestade: “E estais perfeitos nEle, que é a
cabeça de TODO o principado e potestade;” Colossenses 2:10
10. Deus se manifestou em carne: "E, sem dúvida
alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi
justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo,
recebido acima na glória" 1 Timóteo 3:16
11. Jesus é o nosso grande Deus e Senhor: "Aguardando
a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso
Senhor Jesus Cristo;" Tito 2:13
12. Jesus é Deus bendito para sempre: "Dos quais são
os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus
bendito eternamente. Amém." Romanos 9:5
O Apóstolo João Afirma que Jesus Cristo:
1. É o Verbo: “E
o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos sua
glória, como a glória do unigênito do Pai” João 1:14ª
2. O Verbo
estava com Deus: “No Principio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus...” João 1:1a.
3. O Verbo
era Deus: “e o Verbo era Deus.” João 1:1b
4. Estava
no Principio com Deus: “Ele estava no principio com Deus” João 1:2
5. Novamente
afirmação apostólica que todas as coisas foram feitas por Jesus:“Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se
fez” João 1:3
Deus diz em Isaias que foi ele quem Criou todas as coisas, por ele mesmo, ninguém o ajudou:“Assim diz o SENHOR, teu redentor, e que te formou desde o ventre: EU SOU O SENHOR que FAÇO TUDO, QUE SOZINHO estendo os Céus, e espraio a terra por mim mesmo;” Isaias 44:24 .Se todas as coisas foram feitas por Jesus e sem Ele nada do que foi feito se Fez, e Deus afirma que por ele mesmo ele FEZ TUDO... Já deu pra entender? Jesus é Deus!
Deus diz em Isaias que foi ele quem Criou todas as coisas, por ele mesmo, ninguém o ajudou:“Assim diz o SENHOR, teu redentor, e que te formou desde o ventre: EU SOU O SENHOR que FAÇO TUDO, QUE SOZINHO estendo os Céus, e espraio a terra por mim mesmo;” Isaias 44:24 .Se todas as coisas foram feitas por Jesus e sem Ele nada do que foi feito se Fez, e Deus afirma que por ele mesmo ele FEZ TUDO... Já deu pra entender? Jesus é Deus!
6. Jesus é a Luz
verdadeira, que ilumina a todo o homem: “Ali estava a luz verdadeira,
que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.” João 1:9
7. . O Mundo
foi Feito por Jesus: “Estava no mundo, e o mundo foi
feito por Ele, e o mundo não o conheceu.”
João
Batista:
1. João
Batista diz que veio para Endireitar o caminho do SENHOR:“Disse:
Eu sou a voz do que Clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como
disse o profeta Isaias”. João 1:23 – O Texto usado por João em Isaias
40:3 “Endireitai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso
Deus” Faz referencia diretamente a Deus. João disse que ele estava
endireitando o caminho para Deus
2. Jesus
é o cordeiro de Deus, que tira o pecado do Mundo: “No
Dia Seguinte João Viu a Jesus, que vinha para ele e disse: Eis o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29 - Jesus é o Cordeiro e é o
Próprio Deus, alguém pode perguntar: como seria possível? Mas veja, a
declaração do verso 30 “ Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem
um homem que é ANTES de mim, por que foi primeiro do que eu?” João 1:30, Se
vermos a história veremos que João nasce primeiro que Jesus, como ele diz que
Jesus veio antes dele? Pois Jesus é o Verbo que estava com Deus e que é DEUS!
3. Jesus
é o Filho de Deus: “E eu vi, e tenho testificado
que este é o Filho de Deus.” João 1:34.
4. Jesus
veio do Céu: “Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da
terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre
todos. E aquilo que viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita seu
testemunho.” João 3:31-32
5. Deus
entregou todas as coisas na mão de Jesus “O
Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos.” João 3:35 – A Biblia
também diz em Salmos que “todo o poder pertence a Deus”. Jesus
tem todas as coisas em suas mãos, pois ele é Deus, o Filho unigênito de Deus,
Verbo de Deus, faz parte de Deus.
O
próprio Jesus afirmou sua divindade:
1. Jesus pode
dar a Agua da Viva, o Espirito Santo: “Mas aquele que beber
da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará
nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” João 4:14
2. Deus é Espirito, o Espirito é
Jesus e Jesus é Deus: “Deus é Espirito, e
importa que os que o adoram o adorem em espirito e em verdade.” João 4:24
3. “Ora, o Senhor é o
Espírito; e onde está o Espírito do Senhor,
ai há Liberdade”. 2 Coríntios 3:17. A Palavra Kyrios em Grego (Senhor) é sempre
uma menção de Paulo e os Apóstolos, ao Senhor Jesus.
4. Jesus afirma ser o Messias: “A
mulher respondendo disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem;
quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus lhes disse: Eu o sou, eu que falo
contigo.” João 4:25-26
5. Jesus é Salvador: “E
diziam mulher, Já não é pelo teu dito que nós cremos, porque nós mesmos o temos
ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do
mundo.” João 4:42 – Em Atos também vemos a Afirmação que é por meio do Nome
de Jesus Cristo que recebemos salvação e em nenhum outro. No
Antigo Testamento Vemos os Profetas Isaias, Jonas e Outras, dizerem que a
Salvação pertence somente ao SENHOR. Isaias diz: “Eu anunciei, e Eu salvei, e
Eu fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas
testemunhas, diz o SENHOR; EU SOU DEUS!” Isaias 43:12 – Deus é quem salva e
realiza salvação, no Novo testamentos vemos que a Salvação vem apenas pelo Nome
do Senhor Jesus Cristo.
6. Jesus tinha a Glória com o Pai: “E
agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela Glória que tinha
contigo, antes que o mundo existir”. João 17:5. Isaias Diz queDeus
não dá a Glória Dele a Ninguém “Eu sou o Senhor; este é o meu
nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem
o meu louvor às imagens de escultura”. Isaias 42:8 – Jesus diz que ele recebe
honra do Pai “Para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não
honra o Filho, não honra o Pai que o Enviou.” João 5:22
7. As Escrituras testificam
de Jesus: “Examinai as escrituras, porque vós cuidas ter nelas a vida
eterna, e são elas que de mim testificam;” João 5:39
8. Jesus é o Pão da Vida: “E
Jesus lhes disse: Eu sou o Pão da Vida; aquele que vem a mim não
terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” João 6:35
9. Jesus se declara Deus – 1: “Está
escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus, portanto
todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim” João 6:45
10. Jesus Água Viva 2: “E no ultimo
dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém
tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de
água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espirito que
haviam de receber os que nele cressem; porque o Espirito Santo ainda não
fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.” João 7:37-39
11. Jesus a Luz do Mundo 2: “Falou-lhes,
pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a Luz do mundo; quem me
segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12
12. Jesus diz que não é Deste mundo: “E
Dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu
não sou deste mundo.” João 8:23
13. Jesus diz que ele é o EU SOU 1: “Por
isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes
que EU SOU, morrereis em vossos pecados. João 8.24
14. Jesus diz que ele é o EU SOU 2x: “Disse-lhes,
pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que
EU SOU, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me
ensinou.” João 8:28
15. Jesus diz que ele é o EU SOU 3x: “Disse-lhe
Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão Existisse,
EU SOU. João 8:58
16. Jesus é a Porta das Ovelhas: “Tornou,
pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a
porta das ovelhas”. João 10:7
17. Jesus é o Bom Pastor: “Eu
sou o Bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas Ovelhas” João 10:10.
18. Jesus e o Pai são apenas um, (Se Faz igual
a Deus): “Eu e o Pai, somos UM” João 10:30 No Verso 33 “Os
Judes responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejaremos por alguma obra boa, mas
pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo”.
19. Jesus é a Ressurreição e a Vida: “Disse-lhe
Jesus: Eu Sou a ressureição e a vida; quem crê em mim, ainda que
esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês
tu isto?” João 11: 26
20. Jesus se declara Deus: “Disse-lhe
Jesus: Estou a tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido
Felipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
João 14:9
21. Jesus é o Caminho a Verdade e a Vida: “Disse-lhe
Jesus: Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida, ninguém vem ao Pai
se não por Mim.” João 14:6
22. Jesus é a Videira: Eu sou a
Videira verdadeira, e meu Pai é o Lavrador. João 15:1
23. Jesus se declara Deus 3x: Leia
todo o texto de João 18:8. “Quando, pois lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram
por terra.” João 18:6
24. Jesus é o
Alfa e o Omega o todo Poderoso, Aquele que era é e Há de Vir: “Eu sou oAlfa e o Ômega, o principio e o
fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir,o
Todo-Poderoso.” Apocalipse 1:8.
O Evangelho de João Declara Jesus Deus: “Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaias que
diz: “Senhor, quem creu na nossa pregação:” E a quem foi revelado o
braço do Senhor?” João 12: 37 – Este texto fala SENHOR usado no Hebraico
para se designar a Deus.
Tomé Declara que Jesus é Deus e Jesus não o Repreende “E
Tomé Respondeu e lhe disse: Senhor meu, e Deus meu!” João 20:28 –
Leia também o Vs 29.
Isaias chama Jesus de Deus Forte: “Porque
um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus
ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,
Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. – Isaías 9:6”
A
Benção apostólica na bíblia diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor
de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês” (2 Coríntios 13.14).
Colocando Jesus em evidência juntamente com o Pai e o Espírito Santo.
Sobre a dupla natureza de Cristo, Vincent Cheung em sua Introdução a Teologia Sistemática, p. 52-55 diz:
“Mateus 28.19 tem uma relevância particular a uma discussão sobre a Trindade: ‘Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Repare que esse versículo não diz:
1.“... nos nomes do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”
2. “... no nome do Pai, e no nome do Filho, e no nome do
Espírito Santo.”
3. “... no nome do Pai, Filho e Espírito Santo.”
A primeira e a segunda versão implicariam que estamos lidando com três seres separados. E visto que a terceira conserva a palavra “nome” no singular, não fica uma distinção clara entre as três pessoas. Entretanto, Jesus não põe sua declaração em qualquer dessas três formas. O que o versículo diz é: ‘... em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’. O Pai, o Filho e o Espírito Santo recebem cada um artigo definido, indicando assim uma clara distinção entre os três, mas a palavra “nome” permanece no singular, sinalizando assim a unidade essencial e a igualdade das três.1 Pedro 1.1,2 é um outro texto que pressupõe a Trindade de Deus e indica o papel singular que cada membro desempenha na obra de redenção:
"Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos de Deus, peregrinos... escolhidos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas.”
E novamente sobre a divindade de Cristo afirma:
“As passagens citadas no começo desta seção sobre a Trindade (Mateus 3.16,17; 28.12; 2 Coríntios 13.13; 1 Pedro 1.1,2) também subentendem a igualdade das três pessoas divinas, e assim a deidade do Filho e do Espírito. Há uma distinção de papéis dentro da Trindade. A Bíblia retrata o Filho como subordinado ao Pai e o Espírito Santo como subordinado ao Pai e ao Filho (João 14.28; 15.26). Contudo, visto que já estabelecemos a igualdade essencial dos três membros da Divindade, reconhecemos que tal subordinação é apenas funcional. Ainda que o Filho execute a vontade do Pai, e o Espírito seja enviado pelo Pai e o Filho, as três pessoas são iguais em essência. Tal submissão dentro da Divindade apenas se dá por consenso mútuo. Isso fornece uma base para que compreendamos a submissão entre os seres humanos. Ainda que todas as pessoas sejam iguais enquanto seres humanos, Deus nos ordena a obedecer aos líderes designados (Efésios 5.23; Hebreus 13.17; Romanos 13.5). Não é porque os líderes sejam inerentemente superiores como seres humanos, mas a Deus agradou estabelecer certas estruturas de autoridades dentro de instituições legítimas tais como a igreja, a família e o estado. Assim, há tempos em que Deus exige que uma pessoa se submeta a uma outra, mas em essência as duas são iguais. Visto ser ele quem ordena as primeiras, a submissão voluntária aos líderes nomeados demonstra o amor e a obediência de alguém para com Deus.”
Mais adiante nas paginas 119 a 121, em sua introdução a Sistemática Vincent Cheung observa:
“O
cristianismo bíblico afirma que Cristo possui duas naturezas, que ele é tanto
divino quanto humano. Ele existe junto com Deus Pai na eternidade como a
segunda pessoa da Trindade, mas tomou a natureza humana na ENCARNAÇÃO. O que
resulta disso não compromete nem confunde, seja a natureza divina, seja a
humana, de modo que Cristo era totalmente Deus e totalmente homem, e
permanecerá nessa condição para sempre. Às duas naturezas de Cristo subsistindo
em uma pessoa dá-se o nome de UNIÃO HIPOSTÁTICA.
Algumas
pessoas alegam que tal doutrina gera uma contradição; logo, antes de
fornecermos respaldo bíblico para ela, vamos primeiro defender sua consistência
lógica.
Recordemos
nossas primeiras discussões sobre a Trindade. A formulação doutrinária
histórica da Trindade diz: “Deus é um em essência e três em pessoa”. Essa
proposição não acarreta contradição nenhuma. Para haver uma contradição nós
precisamos afirmar que “A é não-A”. Em nosso caso, isso se traduz assim: “Deus
é um em essência e três em essência”, ou “Deus é um em pessoa e três em
pessoa”. Afirmar que Deus é um e três (não um) ao mesmo tempo e no mesmo
sentido é autocontraditório. Porém, nossa formulação da doutrina diz que Deus é
um em um sentido e três em um outro diferente: “Deus é um em essência e três em
pessoa”. Além disso, embora cada uma das três pessoas participe na Divindade
única, a doutrina não se torna um triteísmo visto que ainda há um único Deus,
não três.
A
“essência” na formulação acima se refere aos atributos divinos, ou à própria
definição de Deus, de forma que todas as três pessoas da Divindade preenchem
completamente a definição de deidade. Mas isso não faz supor um triteísmo, pois
a própria definição de deidade inclui o atributo ontológico da Trindade, de
modo que cada membro não é um Deus independente. O Pai, o Filho e o Espírito
são “pessoas” distintas porque representam três centros de consciência dentro
da Divindade. Logo, embora todos os três participem completamente da essência
divina de modo a fazê-los um só Deus esses três centros de consciência resultam
em três pessoas dentro dessa Divindade única.
De
modo similar, a formulação doutrinária da pessoalidade e encarnação de Cristo
diz que ele é um num sentido e dois num outro diferente. Ou seja, ele é um
em pessoa, mas dois em naturezas.
Para
esclarecer essa formulação doutrinária, nós precisamos definir os termos e
relacioná-los à formulação doutrinária da Trindade. O modo com que o termo
“natureza” é usado na formulação doutrinária da encarnação é similar ao com que
“essência” o é na da Trindade. Eles se referem à definição de algo, e a
definição de algo, por seu turno, muda de acordo com os atributos ou
propriedades dele. Pessoalidade é novamente definido pela consciência ou
intelecto. Ora, a definição de Deus inclui o atributo ontológico da Trindade e,
por conseguinte, existe um só Deus, embora haja três pessoas divinas que
compartilham completa e igualmente os mesmo atributos que definem a deidade.
Na
encarnação, Deus Filho tomou sobre si a natureza humana; isto é, ele acrescentou
à sua pessoa o conjunto dos atributos que definem o homem. Ele fez isso sem
misturar as duas naturezas, de maneira que ambos os atributos permaneceram
independentes. Assim, sua natureza divina não foi diminuída pela humana, e essa
não foi deificada por aquela. Essa formulação também protege a imutabilidade de
Deus Filho, uma vez que a natureza humana não modifica em nada a sua outra
divina.
A
objeção de que os atributos divino e humano necessariamente se contradizem
quando possuídos por uma mesma pessoa erra em não levar em conta que os dois
são independentes em Deus Filho. Por exemplo, Cristo não era onisciente segundo
seus atributos humanos, mas o era em relação aos divinos, e isso é verdade
ainda hoje. Esses não deificaram seus atributos humanos.
Essa
formulação doutrinária da encarnação é imune à acusação de contradição, visto
não afirmarmos que Cristo é um e dois ao mesmo tempo e no mesmo sentido. O que
asseveramos é que Cristo é uma pessoa com dois conjuntos de atributos. Visto
que essa formulação gera uma contradição lógica, ela se prova verdadeira se
pudermos demonstrar que Cristo é tanto Deus quanto homem através de exegese
bíblica.
Consideraremos
primeiro várias passagens que indicam a DEIDADE de Cristo. No início de seu
Evangelho, o apóstolo João refere-se a Jesus Cristo como o logos ,
ou a Palavra :
“No
princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele
estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele;
sem ele, nada do que existe teria sido feito.” (João 1.1-3)
O
versículo 1 começa afirmando a pré-existência de Cristo, dizendo que ele
existira antes do evento da criação. O próprio Cristo confessou sua
pré-existência em João 8, dizendo, “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer,
Eu Sou” (v. 58) A palavra Deus (grego: theos) nesse
verso se refere ao Pai, e “a Palavra estava com Deus” indica que Cristo não é
idêntico ao Pai em termos de sua pessoalidade. Contudo, ele não é menos que
Deus em termos de seus atributos, pois o verso continua a dizer, “a Palavra era
Deus.” Essa é uma indicação explícita da atribuição de deidade a Jesus Cristo.
As palavras, “Ele estava com Deus no princípio”, no verso 2, novamente afirmam
sua pré-existência e o fato de que ele é distinguível do Pai.
O
verso 3 fala de Cristo como o agente da criação, dizendo, ‘Todas as coisas
foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido
feito”. Isso concorda com a cristologia de Paulo, que escreveu em Colossenses
1.16, “Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis
e as invisíveis,sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades;todas as
coisas foram criadas por ele e para ele”. Cristo não somente é o criador do
universo, mas presentemente está sustentando própria existência desse. Paulo
diz que “nele tudo subsiste” (v. 17). Foi através dele que Deus “fez o
universo” e é também Cristo que “sustenta todas as coisas por sua palavra
poderosa” (Hebreus 1. 2,3).
Colossenses
2.9 diz, “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Tito
2.13 diz, “aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso
grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Em Hebreus 1.3 lemos, “O Filho é o
resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser”. Hebreus 1.8 faz
uma aplicação messiânica do Salmo 45.6-7, quando Deus diz a Cristo: “O teu
trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu
Reino”. Assim, Deus Pai mesmo declara que Jesus é Deus, e diz que seu domínio é
“para todo o sempre”. Finalmente, Paulo escreve em Filipenses 2.6 que Cristo,
“embora existindo na forma de Deus,” tomou sobre si atributos humanos.
Veremos
agora algumas passagens que indicam a HUMANIDADE de Cristo. Após afirmar
fortemente a deidade de Cristo, o apóstolo João escreve em seu Evangelho: “A
Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” (João 1.14). Hebreus 2.14 diz,
“Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também
participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele
que tem o poder da morte...”. Paulo é muito explícito a respeito da humanidade
de Cristo quando escreve em 1 Timóteo 2.5: “Pois há um só Deus e um só mediador
entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus”.
Várias
passagens na Bíblia indicam que, em sua natureza humana, Jesus tinha
verdadeiras limitações. Por exemplo, ele esteve “cansado da viagem” em João
4.6, faminto em Mateus 21.18 e sedento em João 19.28. E o mais significativo,
“ele sofreu a morte” (Hebreus 2.9) para comprar a salvação para os seus eleitos.
Algumas
passagens na Bíblia afirmam ou fazem supor tanto a divindade quanto a
humanidade de Cristo. Por exemplo, João 5.18 diz que os judeus procuravam matar
a Jesus porque ele “estava dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a
Deus”. Eles o viram como um homem, mas ele reivindicava ser Deus. João 8.56-59
descreve outro conflito semelhante a esse:
‘Abraão,
pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se'.
Disseram-lhe os judeus: ‘Você ainda não tem cinqüenta anos, e viu Abraão?'.
Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!'. Então
eles apanharam pedras para apedrejá-lo, mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.
As
pessoas reconheceram que em sua vida humana, Jesus não tinha ainda cinquenta
anos de idade e afirmava conhecer pessoalmente a Abraão. Aqueles que o ouviram
não contestaram sua humanidade, mas entenderam que suas palavras continham uma
reivindicação de divindade.
Mateus
22.41-45 também afirma que Jesus é tanto Deus quanto homem:
Estando
os fariseus reunidos, Jesus lhes perguntou: “O que vocês pensam a respeito do
Cristo? De quem ele é filho?”. “É filho de Davi”, responderam eles. Ele lhes
disse: “Então, como é que Davi, falando pelo Espírito, o chama ‘Senhor'? Pois
ele afirma: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu
ponha os teus inimigos debaixo de teus pés'. Se, pois, Davi o chama ‘Senhor',
como pode ser ele seu filho?”.
Os
fariseus reconheceram que o Cristo seria o filho de Davi, e tal, seria humano.
Contudo, enquanto estava “falando pelo Espírito”, de modo que não poderia estar
errado, Davi chamou-o de “Senhor”, como uma designação de deidade. Portanto, o
Cristo seria tanto o descendente humano e quanto o divino Senhor de Davi –
seria Deus e homem ao mesmo tempo.”
Como
Vincent Cheung bem aponta através das Escrituras, Jesus Cristo tinha duas
naturezas isso é algo muito claro. Nas Institutas da
Religião Cristã Vol 1, p. 135-137 de João Calvino, podemos anotar os
pontos que apontam para a divindade de Cristo:
“Contudo,
antes que eu avance mais longe, é preciso provar a divindade
tanto do Filho quanto do Espírito Santo; em seguida, veremos como eles diferem
entre si. Evidentemente, quando na Escritura é posta diante de nós a expressão Palavra
de Deus, seria o cúmulo do absurdo imaginar-se apenas a momentânea e
evanescente emissão de voz que, lançada ao ar, se projeta para
fora do próprio Deus, cuja natureza foram não só os oráculos outorgados aos
patriarcas, mas ainda todas as profecias, quando outrora se indicava com
este designativo a perpétua Sabedoria residente em Deus, de que
provieram tanto os oráculos quanto todas as profecias. Ora, Pedro [1Pe 1.11]
testifica que os profetas antigos falaram pelo Espírito de Cristo, não menos
que os apóstolos e quantos mais tarde ministraram a doutrina celestial.
Entretanto, uma vez que Cristo ainda não havia se manifestado, é necessário
entender a Palavra como gerada do Pai antes dos séculos.
Porque, se esse Espírito, de quem os profetas foram instrumentos, foi o
Espírito da Palavra, concluímos, sem sombra de dúvida, que o Deus
verdadeiro era a Palavra.
E
Moisés ensina isto bem claramente na narrativa da criação do mundo,
apresentando-lhe essa mesma Palavra como intermediária.
Pois, por que fala expressamente haver Deus dito, ao criar a cada uma de suas obras:
Haja isto ou aquilo, senão para que a glória insondável de Deus reluza naquele
que é sua imagem? Aos escarnecedores e palradores seria fácil
contornar isto, alegando que nessa referência toma-se
palavra na acepção de ordem e preceito. Melhores intérpretes, porém, são os
apóstolos que ensinam [Hb 1.2, 3] que os mundos foram criados através do
Filho,e que ele a tudo sustenta por sua poderosa Palavra. Ora,
vemos que aqui o termo Verbo é tomado na acepção
de arbítrio ou determinação do Filho, que é ele próprio a
Palavra eterna e essencial do Pai.
Na
verdade não é obscuro aos sóbrios e comedidos o que Salomão
diz [Pv 8.22, 23], onde introduz a Sabedoria como gerada por
Deus antes dos séculos e a presidir à criação das coisas e a todas as obras de
Deus. Ora, seria estulto e frívolo imaginar aqui uma como que determinação
temporária de Deus, quando ele queria então manifestar seu plano fixo e eterno,
e mesmo algo mais recôndito. Com que também se afina aquela declaração de
Cristo: “Meu Pai e eu trabalhamos até agora” [Jo 5.17]. Pois, afirmando haver
estado constantemente em ação juntamente com o Pai desde o próprio início do
mundo, expressa de modo mais explícito o que Moisés abordara
de maneira mais sucinta. Concluímos, pois, que Deus assim falou no ato
da criação para que a Palavra tivesse sua parte na ação e com isso a
operação fosse, a um só tempo, comum a ambos.
João,
porém, é de todos o que fala muito mais
claramente, quando declara que aquela Palavra que desde o princípio era Deus
com Deus, juntamente com Deus o Pai, é a causa de todas as
coisas [Jo 1.1-3]. Ora, João não só atribui ao Verbo uma
essência real e permanente, mas ainda lhe assinala algo peculiar
e mostra, com luminosa clareza, como Deus foi o criador do mundo mediante a
Palavra.
Logo,
uma vez que todas as revelações divinamente comunicadas são designadas, com
toda propriedade, com o título de Palavra de Deus, assim
convém elevar ao mais alto grau esse Verbo substancial como a
fonte de todos os oráculos, o qual, acima de toda variação, permanece
perpetuamente um e o mesmo com Deus, e ele próprio é Deus.
Aqui
se põem a ladrar alguns cães, dizendo que, embora não ousem
arrebatar abertamente sua divindade, furtivamente surrupiam sua eternidade.
Pois, dizem eles, a Palavra começou realmente a existir então,
quando Deus abriu seus sacros lábios na criação do mundo. Mas, de forma mui
insipiente, atribuem à substância de Deus mudança desse gênero. Ora, como os
designativos de Deus que lhe contemplam a operação externa
começaram a ser-lhe atribuídos a partir da existência da própria obra, razão
pela qual é chamado criador do céu e da terra, assim a piedade não reconhece
nem admite nenhum título que sugira haver ocorrido algo novo a Deus
em
si mesmo. Porque, se nele tivesse havido algo
adventício, cairia por terra essa afirmação de
Tiago [1.17], de que “todo dom perfeito promana de cima e desce do Pai das
luzes, em quem não há mudança, ou sombra de variação”. Logo, longe de nós
tolerar a idéia de um começo dessa Palavra que sempre foi não só Deus, mas
também, depois, o Artífice do universo.
Mas,
de maneira particularmente sutil arrazoam que Moisés, ao narrar que Deus falou
pela primeira vez então, está ao mesmo tempo inculcando que nele antes não
existia nenhuma Palavra, do que não pode haver nada mais pueril. Ora, só porque
algo começa a manifestar-se em determinado tempo não se deve por isso concluir
que jamais existira antes. Eu, porém, chego a conclusão bem diferente: como no
exato momento em que Deus disse: Haja luz, o poder da Palavra tenha emergido e
se tenha patenteado, ela já existia muito antes. Mas, se alguém perguntar
quanto tempo antes, não se achará nenhum começo. Pois o Verbo não determina limite
definido de tempo quando ele próprio diz: “Pai, glorifica ao
Filho com a glória que possuí em ti no início, antes que fossem lançados os
fundamentos do mundo” [Jo 17.5]. Tampouco deixou João de levar isto em conta,
pois antes de descer à referência à criação do mundo [Jo 1.3]
diz que a Palavra estava no princípio com Deus [Jo 1.1].
Reiteramos,
pois, uma vez mais, que a Palavra de Deus concebida além do começo do tempo
subsistiu junto a ele perpetuamente, do quê se comprova não só sua eternidade,
como também sua verdadeira essência e sua deidade.
Não
obstante, embora ainda eu não vá abordar a pessoa do Mediador, contudo o adio
para o ponto em que se haverá de tratar da Redenção; no entanto, uma vez que se
deve entre todos admitir sem controvérsia que Cristo é essa Palavra revestida
de carne, aqui virão mui a propósito todos e quaisquer testemunhos que
prescrevem a divindade de Cristo.
Quando
se diz no Salmo 45 [v. 6]: “Teu trono, ó Deus, é para todo
sempre”, os judeus tergiversam, alegando que o nome Elohim cabe
também aos anjos e às potestades superiores. Entretanto, em lugar nenhum na
Escritura se acha uma passagem semelhante em que uma criatura seja elevada a um
trono eterno. Ademais, ele não é chamado simplesmente Deus,
mas também o Soberano Eterno. Além disso, a ninguém se
confere este designativo, exceto com restrição qualificativa, como quando se
diz que Moisés haveria de ser por Deus a faraó [Ex 7.1]. Outros o lêem
no caso genitivo, teu trono é de Deus, o que é
excesso de ignorância. Na verdade reconheço que freqüentemente se designa de
divino o que é insigne por sua singular
excelência. Mas, pelo contexto, se faz sobejamente claro que essa interpretação é
dura e forçada, sem dúvida de modo algum procedente. Entretanto, se sua obstinação
não cede, sem dúvida.
Entretanto,
se sua obstinação não cede, sem dúvida que o mesmo Cristo não é obscuramente
apresentado por Isaías [9.6] como Deus, mas ainda adornado de
poder supremo, o que é próprio de Deus somente: “Este é”,
diz ele, “o nome com que o designarão: Deus Forte, Pai da
Eternidade” etc. Aqui também os judeus vociferam e assim invertem o teor: Este
é o nome com que o chamará Deus forte, o Pai do porvir” etc., de sorte que
deixam ao Filho apenas isto: ser chamado Príncipe da Paz. Mas, a que propósito
se haveriam de condensar nesta passagem tantos designativos para Deus o Pai,
quando a intenção do Profeta é adornar a Cristo com marcas insignes que nos
edifiquem a fé nele? Portanto, não há dúvida de que é ele agora
chamado Deus forte pela mesma razão por que fora pouco antes designado de
Imanuel.
Nada,
porém, se pode buscar algo mais luminoso do que esta passagem
de Jeremias [23.6]: “Este haverá de ser o nome com que se chamará o renovo de
Davi: o Senhor, Justiça Nossa.” Ora, uma vez que os próprios judeus ensinam,
mais ainda, que os outros designativos de Deus nada são senão títulos, que só
este, [Jehôvah – Senhor], que dizem ser inefável, é um substantivo que
expressa a essência, concluímos que o Filho único é o Deus Eterno, que declara,
em outro lugar [Is 42.8], que não dará sua glória a outrem.
Na
verdade, aqui os judeus buscam refúgio, dizendo que Moisés não só impôs este
nome ao altar por ele construído, como também Ezequiel o deu à
nova cidade de Jerusalém. Entretanto, quem não vê que esse altar
foi construído como um testemunho de que Deus era “a exaltação de Moisés”, nem
é Jerusalém estampada com o nome de Deus senão para testificar de sua
presença nela? Pois o Profeta assim fala: “Desde esse dia o nome da
cidade será: o Senhor está ali” [Ez 48.35];
Moisés, na verdade, fala desta maneira: “Edificou um altar e
lhe deu o nome: o Senhor, minha exaltação” [Ex 17.15], eponímias
figurativas, não designações ontológicas.
Mas,
de fato, resta ainda um debate maior em torno de outra passagem de Jeremias
[33.16], onde Jerusalém é mencionada com esses mesmos títulos: “Este é o nome
com que a chamarão: o Senhor, Justiça Nossa.” Esta referência, porém, está mui
longe de contrapor-se à verdade que estamos a defender; aliás, ainda mais, a confirma.
Ora, como Jeremias havia já antes testificado que Cristo é o
verdadeiro Jehovah de quem promana a justiça, declara
agora que a Igreja de Deus haverá de sentir isto verdadeiramente, de tal modo
que se haverá de se gloriar no próprio nome.
Daí,
na passagem anterior, refere-se a Cristo como a fonte e causa
da justiça; nesta, adiciona-se o efeito disso”.
Depois
de bem exposto a doutrina da divindade de Cristo mais tarde poderemos adentrar
a doutrina da personalidade e divindade do
Espírito Santo.

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